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Contribuição da Abelha à nossa Alimentação

Recitamos na noite de Rosh Hashaná, ao comermos maçã com mel, "Shetechadesh alenu shana tová umtuká" - "que o Altíssimo nos renove um ano bom e doce". Nesses dias também costumamos comer "leikach" (bolo de mel).

Mel?! Mas o mel não vem da abelha? Abelha não é um inseto?! Então, como podemos comer o mel se ele vem da abelha que não é kasher?!

O Talmud ensina que "hayotse min hatahor - tahor; vehayotse min hatame - tame" - "o que sai do (animal) permitido - é permitido; o que sai do (animal) proibido - é proibido." Portanto o leite de uma vaca é kasher, assim como a vaca é um animal kasher. Já o leite de uma égua não é kasher, assim como a própria égua não o é.

Mel

O mel é a única secreção comestível que, se guardado corretamente, não estraga com o tempo. Em jazidas arqueológicas de tumbas faraônicas, por exemplo, encontraram mel de três mil anos de antiguidade, com o qual poderíamos untar, tranquilamente, as torradas do café da manhã. Isto ocorre porque o mel é higroscópico, ou seja, pode absorver e reter a umidade, de forma que o mofo e as bactérias que o tocam perdem rapidamente sua própria umidade e morrem.

Podemos aproveitar, então, e pedir para o Criador que nos dê longevidade com saúde e perseverança como o mel, também.

Até o aparecimento do açúcar, no século XVII, o adoçante utilizado na cozinha era o mel. O mel é bastante nutritivo e a maioria da sua composição é de glicose e frutose. A abelha pega a sacarose das flores e transforma-a em glicose e frutose. O mel contém minerais como cálcio, cobre ferro, magnésio, fósforo, potássio, entre outros. Contém, também, vitaminas: B, B1, B2, B5, B6, B12, C, D e E, além de ácido acético, ácido cítrico e ainda alguns antioxidantes.

O mel é conhecido como remédio para muitas doenças, há milhares de anos. Muitas vezes, quando se tem um resfriado, usa-se o mel como remédio para curar dor de garganta, entre muitos outros usos.

Produção do mel

O mel é produzido da seguinte maneira: a abelha voa, toma o néctar das flores e o armazena dentro de seus estômagos, depois volta para a colmeia. Na colmeia, as abelhas regurgitam o néctar, acrescentando enzimas e passam para as abelhas operárias. Estas ventilam este néctar enzimado, com suas asas, criando uma forte corrente de ar e fazendo com que a maioria da água se evapore. As abelhas se livram do excesso de água engolindo e regurgitando o néctar diversas vezes. O produto final é o mel. O Sabor do mel depende das flores a partir das quais as abelhas coletam seu néctar.

De acordo com isto, pareceria a primeira vista que o mel é um produto proveniente da abelha, uma vez que ela o engole. O Talmud ao falar sobre a proibição de alimentos provenientes de animais não kasher, nos explica por que o mel é permitido mesmo sendo proveniente de um inseto que não é kasher.

Segundo o Talmud - o mel não é uma secreção da abelha, ele é apenas armazenado na abelha. Sendo assim, o mel de outros insetos também seria permitido, pois também é só armazenado neles. Além disso, o Talmud traz outra opinião que segundo o versículo da Torá - há um decreto da Torá que permite mel de abelhas. Segundo esta opinião, mel de outros insetos não é permitido. De acordo com estes dois motivos, mel de abelhas é um produto kasher e assim consta também no Shulchan Aruch.

Vemos mais uma vez como a Torá, manual de instruções de D'us, nos informa tudo, muito antes do homem descobrir.

Cera de abelha

A cera de abelha é uma substância que é secretada a partir das glândulas de cera, que ficam no estômago da abelha. A cera é produzida como um líquido transparente, que solidifica ao entrar em contato com o ar. A abelha, então, produz diversos discos de cera, depois ela mastiga e molda várias células na sua colméia. A abelha tem sensores para conseguir produzir e moldar os favos no escuro, todos sextavados direitinho! (Quão belas são as Obras do Criador!).

Os favos de mel são derretidos e filtrados pelo homem, para produzir uma cera limpa. A cor pode variar entre branco e amarelo ou castanho. Esta variação é devida à quantidade de pólen ingerido. As abelhas usam esta cera para criar o favo no qual o mel é armazenado. No favo de mel as larvas são depositadas, as abelhas crescem e se transformam em abelhas adultas. A cera de abelha é utilizada em uma grande variedade de coisas, tais como: revestimento de frutas, jujubas, velas, tampões para os ouvidos, cosméticos, ceras para polir, para linha de costura e fabricação de sabão.

A cera de abelha é Kasher?

As duas razões acima mencionadas para a permissão de ingerir mel, não parecem se aplicar à cera de abelha. O mel não é considerado uma secreção do corpo da abelha, mas a cera é. Contudo, há muitas fontes em nossa literatura que indicam que a cera de abelha, embora seja uma secreção da abelha, é permitida.

O Rav Mordechai Yafe (sec. XVI - Bohemia) autor do Levush diz que a cera de abelha é a excreção do processamento do mel. Uma vez que o mel é permitido, a cera também é.

O Rabi Yaacov ben Asher (sec. XIV - Espanha), autor do Tur, diz em relação às leis de Bedikat Chamets, que se deve verificar o chamets com uma vela de cera, mas não com uma vela feita de gordura (animal), uma vez que pode escorrer sebo quente sobre o utensílio e torná-lo não-kasher. Uma vez que é permitido usar velas de cera e não há nenhuma preocupação que o gotejamento torne os utensílios não-kasher, temos uma prova que a cera é kasher. Além disso, muitos usam vela de cera para Havdalá, a apagam em um utensílio kasher e não se preocupam quanto a torná-lo não-kasher.

Há um conceito na Halachá chamado "kavush kimvushal" - "conserva (deixar imerso em líquido) é como cozido". Ou seja, se deixarmos algo durante 24 horas imerso em algum líquido, é considerado como se o tivéssemos cozido. Portanto, todas as leis que se aplicam a algo cozido junto com outro, se aplicam a coisas que passaram 24 horas de molho. Se o mel fica mais de 24 horas nos favos e continua permitido, é sinal que os favos são kasher. Caso contrário, não se poderia comer o mel, uma vez que ficou mais de 24 horas em contato com o favo.

O Rav Shlomo Zalman Auerbach (1910-1995) zts"l diz que a cera de abelha é permitida, uma vez que não é um alimento, mas é como sujeira e, mesmo que fosse para mastigar e extrair mel a partir dele, isto não é consi-derado um ato de comer. Este é o raciocínio usado pelo Rav Moshe Feinstein zts"l para permitir a goma-laca, que vem de um inseto não-kasher. O Rav Yisroel Belsky shelit"a sustenta que cera de abelha é permitida para ser comida e este é o costume de Klal Yisrael, sem que ninguém conteste o fato.

Pólen

O pólen é uma substância amarelada ou esverdeada. A abelha tem umas penugens ao longo do corpo. O pólen das flores se gruda nestes pelos quando ela entra nas flores. A abelha, em seguida, o move para uma área nas suas patas traseiras e pressiona para dentro das cestas de pólen (compartimentos especiais em seu corpo para o armazenamento). Este é o alimento delas na colmeia. A abelha acrescenta vestígios de saliva para fazer uma prensa mais eficaz. O pólen de abelha é coletado dos pés das abelhas por meio de dispositivos especiais colocados pelos apicultores na entrada das colmeias. O pólen de abelha tem muitas vitaminas e enzimas saudáveis. Além disso, rejuvenesce o corpo, estimula órgãos e glândulas e aumenta a longevidade.

O pólen também é muito nutritivo, contém 14 vitaminas, 11 minerais, 11 enzimas, 7 pigmentos, 16 ácidos graxos e 6 carboidratos.

Kashrut do Pólen?

O pólen não é uma secreção da abelha e, portanto, não apresenta qualquer problema de Kashrut.

Pão de abelha

Pão de abelha é uma mistura de mel e pólen e é kasher também.

Geleia Real

A geleia real é extremamente nutritiva e é uma substância espessa, branca e cremosa. As abelhas produzem a geleia real como alimento para desenvolvimento das larvas e como o único alimento para a abelha rainha.

A geleia real é fornecida como alimento durante 3 dias a todas as crias de abelhas e, para a rainha, durante toda a vida. As crias de abelhas operárias, durante esses 3 dias, alcançam o maior desenvolvimento e aumentam seu peso em cerca de 250 vezes.

Sem isso a abelha rainha não se desenvolveria adequadamente. Esta alimentação é responsável pelo seu incrível tamanho e longevidade. Elas vivem quarenta vezes mais do que as abelhas operárias, sete anos em vez de sete semanas. É considerado um alimento saudável devido à sua riqueza em proteínas, aminoácidos, vitaminas e ácidos graxos.

Até muitos anos atrás, dizia-se que a produção da geleia real pela abelha se dava igual ao mel. Recentemente se diz que a abelha produz a geleia real em uma glândula, que fica atrás de sua cabeça.

A geleia real oferece diversos benefícios, entre eles: elimina cansaço físico e mental, fortifica a visão e ativa algumas funções cerebrais, por conta da acetilcolina contida nela - que é um dos neurotransmissores. Rejuvenesce a pele, regulariza o aparelho digestivo, aumenta a expectativa de vida e forta-lece a pele. Também fortalece e estimula o sistema imunológico, ajuda a curar feridas, gradualmente diminui dores, aumenta o apetite, reduz o cansaço dos olhos e alivia a fraqueza.

A geleia real é Kasher?

Até poucos anos atrás, o único lugar onde conheciam os poderes medicinais da geleia real, era na China. Portanto, apenas lá os seres humanos a consumiam. Nesta ultima geração, o mundo ocidental começou a consumi-la, também. Aí surgiu a questão sobre a kashrut deste produto.

Há uma grande discussão entre os possekim (legisladores) de nossa geração. Muitos proíbem, alegando que a geleia real, diferentemente do mel, é produzida pela abelha e, portanto, não é kasher.

Alguns alegam que a geleia real é kasher, uma vez que se parece com mel, e poder-se-ia aplicar a permissão que a Torá concede claramente para o mel, na geleia real também. No entanto, isso não é exato, já que a geleia real é uma secreção da abelha, e tem um gosto diferente do mel.

Alguns dizem que ela não é apta para ser consumida por seres humanos por causa do sabor desagradável e, portanto, deixa de ser um alimento proibido, sendo permitido comê-la. Contudo, isto não é muito aceito.

Outros dizem, entre estes o Rav Eliezer Waldenberg zts"l (1915-2006 - autor do Tsits Eliezer) por uma série de motivos, que a geleia real é permitida. O Tsits Eliezer explica que, conforme alegam muitos cientistas, a geleia real tem sua produção de forma semelhante ao mel e, por conseguinte, seria permitido. Também menciona que nossos Sábios z"l nunca mencionaram que algum produto produzido pela abelha é proibido, logo, significa que todos seus produtos são permitidos.

Além disso, a princípio, a geleia real não é comestível pura, embora alguns o façam. Geralmente os produtores de mel misturam um pouco de geleia real no mel, para as pessoas terem proveito dos seus nutrientes sem sentirem o sabor ruim dela. Outra opção é comprar a geleia real pura e misturar na comida. Há uma regra Haláchica que um produto que é "noten taam lifgam", ou seja, dá um sabor ruim, se anula na maioria. Uma vez que os produtores misturam muito pouca geleia real no mel e ela dá um gosto ruim, ela se anula na maioria do mel.

As supervisões Mehadrin geralmente não aprovam produtos que contenham geleia real. Uma vez que diversas supervisões não aprovam, a BDK optou por aprovar a geleia real na lista amarela. Cada um deve consultar a opinião do seu rabino quanto ao consumo.

Em caso de necessidade para saúde, com certeza é permitido ingerir mel com geleia real. Isto, pois uma vez que já fora misturado e anulado no mel, pode-se ser leniente e comer o que é permitido pela lei, sem fazer rigorosidades.

Própolis

Própolis vem do grego - 'pro' + 'polis' - a favor da cidade. É um produto em favor da cidade das abelhas. A abelha o utiliza para proteger a colmeia. Elas usam para colocar nas entradas da colmeia para impedir intrusos, insetos ou bactérias, de entrarem. Assim também usam para fechar as frestas da colmeia, para manter uma boa temperatura interna no inverno. Também usam para desinfetar o local onde a abelha rainha botará os ovos. Ao entrar um bicho estranho na colmeia, as abelhas o atacam, matando-o. Se o inseto ali ficar, entrará em decomposição e poderá trazer problemas para elas, por conta das bactérias. Para prevenir isto, as abelhas envolvem o inseto com própolis, que protege o animal da decomposição. Ele fica ali, intacto, envolvido por própolis.

Há milhares de anos, o própolis é vendido como um suplemento para a saúde. Ele é um antibacteriano eficaz, antiviral, tem propriedades antissépticas, antifúngicas e antibióticas. Ele cura feridas de queimaduras e é eficaz no tratamento de gengivite e bronquite. É um ingrediente utilizado em muitos produtos, tais como: pasta de dente, sabonetes, cremes, elixires e batons. Pode-se ver, então, que o própolis de abelhas é muito útil em muitas áreas.

Kashrut do Própolis?

Própolis é uma resina que as abelhas recolhem com as suas patas das árvores. Misturam com um pouco de pólen, cera e óleos essenciais. Esta mistura é depositada na colmeia para uso quando necessário. Como dito acima, elas usam o própolis em sua colmeia como um selante, como um bactericida e para outros fins. Alguns dizem que as abelhas adicionam saliva e outras secreções ao própolis.

O própolis é composto de resinas (45-55%), ceras e ácidos graxos (25-35%), óleos essenciais (10%), pólen (5%), e outros minerais (5%). Estes ingredientes (até os minerais) do própolis são kasher, a questão está na outra parte da composição química do própolis. Mesmo se assumirmos que os outros 5% minerais são de matérias não-kasher, uma vez que este item não é composto de alimentos, seria anulado na maioria (batel berov).

Se for da saliva que os últimos 5% do própolis são compostos, então é permitido, pois o mel é feito com um pouco de saliva da abelha também. Se a saliva fosse proibida, o mel seria proibido também, por conter um pouco desta. O consenso entre os possekim (legisladores) contemporâneos é que o própolis de abelha é permitido.

Resumo: Mel, cera de abelha, pólen e própolis - todos concordam que é permitido ingerir. Quanto à geleia real há uma grande discussão. Portanto, ao certificarmos um produtor de mel e outros produtos da abelha, ou as indústrias de compostos e alimentícias que os utilizam (como as de cookies, por exemplo), avaliamos todos os ingredientes, processos e equipamentos, e se tudo estiver de acordo com as normas de kashrut, os mesmos podem ser aprovados para o consumo kasher.

Shaná tová umetuka!